Armados até os dentes, prontos para a batalha! A Mad Mimic Interactive retorna com o aguardado No Heroes Here 2, que promete trazer mais ação e diversão ao universo dos games. Lançado no mesmo ano do aclamado Mark of the Deep, o jogo desafia os players a protegerem seus castelos de uma avalanche de inimigos. Será que a magia das batalhas se repete? Vamos descobrir!
O Enredo de Um Universo Simples
Em No Heroes Here, conhecemos Noobland, um lugar tranquilo que enfrenta um desastre: sem heróis, os cidadãos devem proteger seus lares contra hordas malignas. Mas, surpreendentemente, no segundo título, a trama é quase inexistente. O jogador é lançado em um menu, pronto para a guerra sem uma narrativa envolvente que amarre a experiência. É uma abordagem descomplicada, mas a falta de contexto pode deixar alguns fãs de história decepcionados.
No começo, o jogador pode optar por um tutorial para se familiarizar com os comandos ou simplesmente escolher seu personagem favorito e partir para a batalha. A simplicidade na apresentação é um ponto em questão, mas a intenção parece ser a de oferecer uma experiência acessível.
O Caos das Batalhas
A dinâmica de No Heroes Here 2 remete a jogos como Overcooked!, onde cada tarefa é interdependente. O objetivo principal é defender o castelo utilizando artilharia, no início, um canhão ou um estilingue. Os jogadores devem coletar materiais como carvão e pólvora, preparando-os de forma correta para efetuar disparos eficientes.
- Canhão: A ferramenta pode ser ajustada para atacar inimigos próximos ou distantes, mas requer aprimoramentos e manutenções regulares.
- Cooperação: O jogo permite modos solo e coop, online e local, proporcionando diversão em grupo, mas tornando-se cansativo quando jogado sozinho.
A experiência em modo coop é onde o jogo realmente brilha. Jogar com amigos transforma a dinâmica caótica em uma aventura estratégica onde a comunicação é essencial para a vitória.
Desempenho e Simplicidade Técnica
No quesito performance, No Heroes Here 2 não decepciona. O jogo carrega rapidamente e oferece uma experiência fluida, com suporte para a língua portuguesa, o que é altamente apreciado pela comunidade gamer brasileira. Porém, a simplicidade pode se tornar um golpe contra o título.
A transição de um visual 2D de 8-bits para um 3D isométrico é uma conquista louvável, mas a falta de diversidade nos inimigos e a repetição dos cenários apontam para algumas limitações. Durante os testes nos consoles Switch e Switch 2, a falta de acabamentos mais detalhados foi inevitável. Os problemas de interface, como o empilhamento de caixas de texto, dificultam a navegação e a confirmação de ações.
Por Que Jogar?
No Heroes Here 2 é um título que cumpre seu papel de entretenimento, especialmente em sessões multiplayer. Embora não reinvente a roda do gênero de jogos cooperativos, oferece momentos de pura diversão em grupo.
Ainda assim, a experiência solo pode ser um desafio, principalmente pela frustração de coordenar todas as suas ações. Com isso, o jogo se mostra difícil de ser recomendado como um grande destaque nos jogos brasileiros, muitas vezes ofuscado por títulos como Mark of the Deep.
Análise Final: O Que Fica?
- Prós:
- Jogabilidade cooperativa divertida;
- Excelente performance, sem engasgos;
- Localização em português brasileiro;
- Controles responsivos;
- Sistema de defesa envolvente.
- Contras:
- Trilha sonora limitada e efeitos sonoros escassos;
- Visuais que carecem de polimento;
- Modo solo se torna repetitivo rapidamente;
- Pouca atividade em lobbies online;
- Falta de opções de interação touch.
No Heroes Here 2 (PC/PS5/PS4/XSX/XBO/Switch) — Nota: 6.0
Versão utilizada para análise: Switch







